Qualidade da Proteína dos Pescados mais consumidos no Estado do Rio de Janeiro/Brasil – uma estratégia para mitigar a Insegurança Alimentar e Nutricional

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Nathana Ciniglia
https://orcid.org/0000-0002-3125-878X
Carlos Caetano
https://orcid.org/0000-0001-8932-4914
Ricardo Cardoso
https://orcid.org/0000-0002-8692-0283
Lucia Vianna
https://orcid.org/0000-0003-3716-9355

Resumo

A insegurança alimentar e nutricional (IAN), continua sendo prevalente tanto em países subdesenvolvidos como em desenvolvimento. A recente pandemia pela COVID-19, acarretou um cenário de desemprego, escassez da produção, distribuição e disponibilidade de alimentos no Brasil e no mundo, aumentando assim, o grupo de risco de IAN. O presente trabalho tem como objetivo, identificar os pescados mais consumidos no Estado do Rio de Janeiro e explorar dados de sua composição proteica que podem ser benéficos na prevenção da IAN. Foi realizada uma pesquisa transversal usando bases de dados secundários de órgãos Nacionais: Secretaria de Agricultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .Após a obtenção dos pescados mais consumidos ,foram calculados os teores de proteína e de aminoácidos comumente mais limitantes nas dietas, e determinados: o escore químico  de aminoácidos (EQ) , o escore químico de aminoácidos corrigido pela digestibilidade verdadeira (PDCAAS) e o nível de adequação nutricional para adultos. Os resultados revelaram que os pescados consumidos têm teor de proteína, semelhante à outras carnes, e é de alto valor biológico. Ao mesmo tempo, o aminograma das espécies marinhas revelou ser capaz de proporcionar elevada adequação nutricional às necessidades de adultos. Assim, esse trabalho destaca a relevância dos recursos marinhos para a saúde humana e sua utilização como estratégia para minimizar a insegurança alimentar e nutricional.

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Como Citar
Ciniglia, N., Caetano, C., Cardoso, R. ., & Vianna, L. (2022). Qualidade da Proteína dos Pescados mais consumidos no Estado do Rio de Janeiro/Brasil – uma estratégia para mitigar a Insegurança Alimentar e Nutricional. JIM - Jornal De Investigação Médica, 3(2), 145–155. https://doi.org/10.29073/jim.v3i2.696
Secção
Artigos
Biografias Autor

Nathana Ciniglia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda.

Especialista em Nutrição Clínica Ortomolecular e Fitoterapia (Faculdade Redentor/NUTMED)
Especialista em Segurança Alimentar e Nutricional UNIRIO

Ricardo Cardoso, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Possui graduação em Ciências Biológicas Modalidade Biologia Marinha pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993), Mestrado em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996) e Doutorado em Ciéncias Biológicas - Universidad de la Republica (2004). Foi Diretor do Depto. de Pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) de 2004 a 2011, Coordenou o Comitê de Ética em Pesquisa da UNIRIO de 2005 a 2009, Coordenou no Programa Ciência sem Fronteiras da UNIRIO de 2012 a junho de 2016 e esteve no cargo de Pró-Reitor de Pós Graduação e Pesquisa da UNIRIO de 2011 a maio de 2015, onde duplicou os Programas de Pós-Graduação . Em sequência tornou-se Vice-Reitor no período de 2015-2019. Atualmente é e Reitor da UNIRIO empossado em julho de 2019. Professor Associado (nível 4) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Pertence aos núcleos de Professores fundadores dos Programas de Pós-Graduação em Biodiversidade Neotropical (nível 4) e Ecoturismo e Conservação (nível 4), ambos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Foi bolsista Jovem Cientista do Estado do Rio de Janeiro (JCNE-FAPERJ) no triênio 2013-2015. É autor dos livros infantojuvenís da coleção Bichos da Praia da Editora Instituto Ciência Hoje. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Marinha, atuando principalmente nos seguintes temas: Praias Arenosas, Biologia Populacional, Macrofauna e Invertebrados Marinhos, Biodiversidade Marinha e suas escalas, Conservação, Urbanização e Recreação de Praias Arenosas. h-index 15 Powered by Scopus.

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