JIM - Jornal de Investigação Médica https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim <p>O <strong>JIM – Jornal de Investigação Médica, </strong>é uma publicação académica semestral, tendo por missão a divulgação e publicação de trabalhos científicos originais e de revisão na área das boas práticas em saúde, numa perspetiva e visão biopsicossocial, humanizadora que integra o conceito alargado da saúde e do bem-estar, estimulando a divulgação de boas práticas nacionais e internacionais. Visa também a recolha e disseminação ampla de contributos promotores de reflexão, desenvolvimento, compreensão, construção, implementação e monitorização de boas práticas em saúde.</p> Ponteditora pt-PT JIM - Jornal de Investigação Médica 2184-7509 Editorial https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/706 <p>Editorial</p> Cristina Vaz de Almeida Diego Viana-Gomes Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 1 4 10.29073/jim.v3i2.706 Do conhecimento à prevenção – Cancro da Mama https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/688 <p>Contexto: O cancro da mama corresponde à neoplasia com maior incidência e principal causa de morte por cancro na mulher a nível mundial. A baixa literacia tem impacto negativo na saúde da população, limitando a adesão aos rastreios e procura precoce de cuidados.</p> <p>Objetivos: Desenvolver estudo exploratório de intervenção comunitária para promoção da literacia sobre cancro da mama.</p> <p>Metodologia: Intervenção em comunidades específicas no âmbito da Unidade Curricular de Saúde e Intervenção Comunitária do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve. Desenvolveram-se sessões de educação para a saúde com técnicas de exposição/linguagem adaptadas, simplificando conceitos e informações sobre cancro da mama, nomeadamente fatores de risco/protetores da doença e sinais de alarme.</p> <p>Resultados: 93% participantes tiveram contacto prévio com familiares/amigos diagnosticados com cancro, sublinhando o impacto da neoplasia.</p> <p>No questionário de conhecimento inicial (média de 11,72 respostas certas em 13 questões), verificou-se uma aprendizagem de 5,2% (média de 12,31respostas certas finais). A intervenção foi avaliada com a análise SWOT, visando dar continuidade e adaptar a novas comunidades. Como “<em>Strenghts</em>” destacam-se ser um tema conhecido e discurso adaptado/simplificado, como “<em>Weaknesses</em>” os conteúdos complexos. Nas “<em>Opportunities</em>” salientam-se colmatar lacunas e desmistificar ideias pré-concebidas e nas “<em>Threats</em>” o nível de literacia do público-alvo.</p> <p> </p> Rita Paraíso Andreia Oliveira Ana Baptista Teresa Figueiredo Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 05 13 10.29073/jim.v3i2.688 Literacia em Saúde: Cancro da Pele no Algarve Central https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/693 <p><strong>Enquadramento:</strong> A literacia em saúde faz parte das grandes linhas de orientação estratégicas do plano nacional de saúde, e a capacitação sobre o cancro é um dos grandes tópicos a abordar. No Algarve, uma região com grande tradição de turismo balnear com a exposição solar inerente, a par com a atividade agrícola, piscatória e a apanha de bivalves, torna o cancro da pele um tema de grande relevância.</p> <p><strong>Objetivos</strong>: Promover a literacia em saúde da população da<strong> região do algarve central</strong>, em relação ao cancro da pele. Informar sobre os fatores de risco e protetores. Sensibilizar para comportamentos protetores e medidas de prevenção precoce.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Foram realizadas sessões na comunidade, com um total de 36 participantes. A apresentação inicial pretendeu ser curta, simples e acessível. A discussão, que se seguiu, permitiu esclarecimentos, partilhas pessoais e discussão. Aplicaram-se questionários incluindo elementos de caracterização demográfica da população, nível de satisfação e a comparação dos conhecimentos pré e pós intervenção.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Os participantes transmitiram um grau de satisfação muito considerável e acima das nossas expectativas com a intervenção em geral, com os conteúdos e formato usado e a oportunidade de esclarecimentos, partilha e discussão. Dos resultados, concluímos que houve um aumento de conhecimento sobre o cancro da pele após a intervenção comunitária, cumprindo assim os objetivos que foram propostos</p> Muna Sidarus Mariana Custódio Cristovão Custódio Manuela Castro Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 15 23 10.29073/jim.v3i2.693 Filhos de pessoas com doença mental e programas de intervenção multidisciplinar em literacia em saúde – uma revisão narrativa das experiências internacionais e portuguesas https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/665 <p>A literacia em saúde mental é fundamental em qualquer população e faixa etária, mas os estudos têm evidenciado que os seus níveis são globalmente baixos. Tal também se verifica nos filhos de pessoas com doença mental, um grupo de elevado risco pela exposição diária a stressores psicológicos, biológicos e sociais, os quais aumentam o risco para o desenvolvimento de perturbações mentais bem como de medos e dúvidas específicos. Apesar disso, as necessidades singulares deste grupo são muitas vezes subvalorizadas ao nível da comunidade geral, escolar, serviços especializados de saúde mental e estudos científicos, pelo que o nosso objetivo consistiu na identificação e descrição de programas de intervenção na literacia em saúde mental dirigidos a esta população através de uma revisão narrativa da literatura. A nível internacional, existem vários programas que diferem no tempo dedicado a cada um dos componentes da literacia em saúde mental, no público-alvo e no desenho do programa. Em Portugal foram identificados dois programas específicos, “Semente” e “Gente Feliz com Lágrimas”, que permitem a identificação destas famílias em risco e o aumento da literacia em saúde mental nas mesmas e nos profissionais de saúde.</p> Mara Solange Costa Pinto Carla Maria Padrão Maia Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 25 33 10.29073/jim.v3i2.665 Literacia em saúde mental nos adolescentes – potencialidades, desafios e o papel dos serviços de saúde mental hospitalares https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/663 <p>Os estudos têm evidenciado que os níveis de literacia em saúde mental são baixos independentemente da população estudada. Sabemos que a adolescência é uma fase crítica de transição e de adaptação à realidade, tornando-se uma altura propensa para o surgimento de possíveis situações de sofrimento psicológico, as quais podem evoluir para perturbações mentais. No caso dos adolescentes o impacto de uma insuficiente literacia em saúde mental é preocupante dada a prevalência significativa de problemas saúde mental e as consequências potencialmente graves de um atraso na procura de ajuda ou do uso de estratégias ou recursos desajustados. Os programas de intervenção em literacia em saúde mental nos adolescentes, estudados sobretudo em contexto escolar, parecem ter resultados positivos nos níveis de literacia em saúde mental nessa faixa etária, mas existem várias limitações ao nível da avaliação e própria intervenção que inviabilizam uma comparação válida entre programas. Por outro lado, o contexto dos cuidados de saúde mental hospitalares, embora pouco reportado na literatura, pode ter um papel importante na promoção da literacia em saúde mental, como é ilustrado neste trabalho pela experiência de um Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do norte do país.</p> Mara Solange Costa Pinto Carla Maria Padrão Maia Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 35 45 10.29073/jim.v3i2.663 A Importância da Literacia em Saúde na Gestão do Regime Terapêutico: Perceções, Dificuldades e Estratégias https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/673 <p><strong>Introdução</strong>: A Gestão do Regime Terapêutico (GRT) é um tipo de comportamento de adesão à toma da medicação. A população (idosa) não possui habilidades necessárias para entender e tomar decisões sobre cuidados de saúde ou seguir instruções acerca do uso do medicamento. Os utentes com baixos níveis de Literacia em Saúde (LS) revelam enormes dificuldades em compreender o uso do medicamento e a indicação terapêutica. Estes comportamentos podem indiciar a troca de medicação, aumento de erros na toma e dosagem. A implementação de estratégias educativas favorece a capacitação do utente no acesso à informação, compreensão e aplicação nas tomadas de decisão, uma adequada e segura adesão à terapêutica.</p> <p><strong>Objetivos: </strong>Descrever a relação da evidência científica da GRT com as perceções e dificuldades que os utentes possuem em contexto real e quais as estratégias que usam para gerir a sua medicação. </p> <p><strong>Resultados e discussão: </strong>Os resultados obtidos foram transversais a estudos internacionais, sendo que os utentes com baixos níveis de LS têm maior probabilidade de interpretar erroneamente rótulos do medicamento, comprometendo a sua segurança.</p> <p><strong>Conclusões: </strong>O uso correto de informação acerca do medicamento promove maiores níveis de LS: adesão, capacitação dos utentes a uma adequada e segura GRT.</p> Sandra Esteves Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 47 55 10.29073/jim.v3i2.673 Mindfulness: Instrumento para a promoção da saúde e do bem-estar na população portuguesa e desenvolvimento da literacia em Saúde https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/664 <p><strong>Introdução</strong><span style="font-weight: 400;">: Nos últimos anos, o</span><em><span style="font-weight: 400;"> Mindfulness e</span></em><span style="font-weight: 400;"> os seus princípios, têm ganho credibilidade e despertado o interesse entre os profissionais das áreas da saúde e da educação, especialmente devido aos seus benefícios biopsicossociais. Mais do que uma técnica de meditação, o </span><em><span style="font-weight: 400;">Mindfulness</span></em><span style="font-weight: 400;"> é atualmente considerado como um instrumento que capacita e empodera os cidadãos para a promoção e educação para a saúde, nomeadamente no que diz respeito ao aumento da literacia em saúde e à tomada de decisão em saúde. </span></p> <p><strong>Objetivos: </strong><span style="font-weight: 400;"> Aumentar o conhecimento sobre os conceitos supracitados, simplificar, clarificar e torná-los úteis, esclarecer sobre o enquadramento destas práticas no contexto de saúde português e contribuir para o aumento da consciência sobre a importância da colaboração entre especialidades. </span></p> <p><strong>Metodologia</strong><span style="font-weight: 400;">: Foram consultadas e citadas 46 fontes, entre artigos científicos, teses, relatórios, livros e ebooks, num total de 68 autores distintos e 5 intituições de refência nacional e internacional.</span></p> <p><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">O contexto social e científico atual é favorável para a introdução do </span><em><span style="font-weight: 400;">Mindfulness</span></em><span style="font-weight: 400;"> nos diferentes setores da sociedade portuguesa, podendo esse facto ser determinante para a melhoria da saúde e do bem-estar da população e da qualidade de vida em geral.</span></p> <p> </p> Pascoal Amaral Diana Pinheiro Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 57 76 10.29073/jim.v3i2.664 A intervenção educativa do enfermeiro na promoção do autocuidado da pessoa idosa com incontinência urinária https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/502 <p><strong>Enquadramento:</strong> A incontinência urinária é um fenómeno extremamente comum na pessoa idosa, considerada uma síndrome geriátrica devido à sua elevada prevalência e impacto na qualidade de vida. Enquanto condição pouco relatada e subdiagnosticada, decorrente do estigma social muitas vezes existente ou por ser percecionada como consequência inevitável do processo natural de envelhecimento, requer uma atenção particular na intervenção do enfermeiro.</p> <p><strong>Objetivos:</strong> Descrever a incontinência urinária como um problema de saúde na pessoa idosa; Identificar a intervenção educativa do enfermeiro enquanto estratégia facilitadora do autocuidado da pessoa idosa com incontinência urinária.</p> <p><strong>Metodologia:</strong> Revisão narrativa da literatura sobre incontinência urinária na pessoa idosa, com enfoque na intervenção do enfermeiro.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> A intervenção de enfermagem apoio-educação parece ser uma estratégia facilitadora do autocuidado da pessoa idosa com incontinência urinária.</p> Carla Alexandra Fernandes Nascimento Sónia Ferrão Sara Santos Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 77 95 10.29073/jim.v3i2.502 Adesão ao Tratamento Medicamentoso e Risco de Quedas em Idosos na Comunidade https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/503 <p><strong>Introdução</strong>: O envelhecimento da população é uma realidade mundial e nacional que acarreta novos desafios para a saúde. A ocorrência de quedas está diretamente relacionada a circunstâncias multifactoriais, intrínsecas e extrínsecas, sendo o uso de medicamentos, várias vezes mencionado pelos autores, como sendo um fator de risco de quedas preponderante nos idosos. Contudo, a adesão à terapêutica também pode ser considerada como um fator protetor das quedas.</p> <p><strong>Objetivos</strong>: identificar a adesão ao regime medicamentoso e o risco de quedas dos idosos na comunidade; analisar a relação entre a adesão ao regime medicamentoso e o risco de quedas dos idosos na comunidade.</p> <p><strong>Material &amp; Métodos</strong>: Estudo transversal descrito-correlacional e de natureza quantitativa, com uma amostra não probabilista por conivência de 127 idosos inscritos nos Centros de Dia de um Concelho da Região Autónoma da Madeira. Utilizou-se a Escala de Medida de Adesão ao Tratamento (MAT) e a Escala de Risco de Quedas (ERQ). Os dados foram tratados com recurso à estatística descritiva e inferencial através do SPSS.</p> <p><strong>Resultados &amp; Discussão</strong>: Dos idosos estudados, 86,6% era do género feminino, sendo a idade média de 74,23+/-7,9 anos, e 73,2% pertenciam à classe social média baixa. Tomam em média 6,81 (+/-4,43) comprimidos por dia, e apresentam uma elevada taxa de adesão à regime medicamentos com média de 37,7+/-4,3 na MAT (12-42). Apresentam um baixo risco de queda, associado a uma elevada confiança, com média de 78+/-18,7 na ERQ (12-100), sendo o número mediano de quedas no último ano 0. Verificou-se uma ausência de correlação entre a MAT e a ERQ (rho=0,03; <em>p</em>=0,740), e uma corelação fraca não estatisticamente significativa entre o número de medicamento tomados e o número de quedas (rho=0,114; <em>p</em>=0,206).</p> <p><strong>Conclusão</strong>: Os idosos aderem à medicação prescrita e apresentam baixo risco de queda, não sendo possível identificar a associação significativa entre eles. Sugerimos outros estudos de forma a melhor conhecer estes fenómenos e prestar melhores cuidados de saúde a esta população vulnerável.</p> Maria Luísa Santos Tânia Marlene Lourenço Maria Eva Sousa Kelly Andrade Mónica Santos Daniela Filipa Moreira Ricardo Novita Nuno Teixeira Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 97 112 10.29073/jim.v3i2.503 Cuidados Paliativos Domiciliários e o médico de família: revisão integrativa da literatura https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/651 <p>Objetivo: Revisão sobre a intervenção do médico de família na prestação de cuidados de saúde domiciliários em doentes com necessidades paliativas.</p> <p>Métodos: Revisão integrativa da literatura e pesquisa bibliográfica realizada no mês de Junho de 2021 nas bases de dados MEDLINE/Pubmed, ISI Web of Knowledge, Evidence based Medicine online (BMJ) e Cochrane.</p> <p>Resultados: Foram incluídos 8 artigos e realizada uma divisão temática das suas conclusões: os cuidados de fim de vida e a morte domiciliária em relação à disponibilidade de cuidados de saúde primários; a visão do doente e do médico de família quanto ao local de prestação de cuidados paliativos; competências que os médicos de família devem desenvolver para a prestação de cuidados paliativos; experiência dos profissionais dos cuidados de saúde primários na prestação de cuidados paliativos domiciliários; e importância do estabelecimento de normas de orientação clínica para a prestação de cuidados paliativos domiciliários.</p> <p>Conclusão: Os médicos de família desempenham um papel fundamental no seguimento e orientação de doentes com condições de saúde crónicas, graves e ameaçadoras da vida.</p> Mariana Brites Marta Santos Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 113 122 10.29073/jim.v3i2.651 A Perceção de grupos de adultos com mais de 65 anos sobre intervenções que visam a aprendizagem ao longo da vida: estudo exploratório. https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/583 <p>Enquadramento: A participação em contextos de aprendizagem ao longo da vida apresenta benefícios para o envelhecimento, como o bem-estar. Estes benefícios resultam do convívio entre as pessoas, do estímulo cognitivo desencadeado pela aprendizagem, e dos laços sociais daí resultantes.</p> <p>Objetivos: Explorar as perceções de adultos com mais de 65 anos acerca da aprendizagem ao longo da vida em três contextos (Ginásio Mental, Universidade Sénior e Casa de Repouso) para compreender: a) os significados que retiram das aprendizagens em idade adulta mais avançada e b) de que forma a participação em atividades promotoras de aprendizagem contribui para o seu bem-estar físico, mental e social.</p> <p>Método: Através de um estudo exploratório qualitativo transversal, foram organizados três grupos focais, que envolveram um total de 29 participantes, para recolher as perceções sobre a aprendizagem. Recorreu-se à observação participada e a um questionário sociodemográfico para analisar características e perceções adicionais. Os relatos foram agrupados nas categorias de bem-estar físico, psicológico e social.</p> <p>Resultados: O estudo salienta os benefícios de bem-estar sentidos em cada um dos grupos. A perceção de bem-estar nos grupos do Ginásio Mental e da Universidade Sénior envolve as dimensões física, psicológica e social. A perceção de bem-estar no Grupo da Casa de Repouso é descrita apenas nas dimensões psicológica e social. A dimensão social é descrita em função da qualidade da relação dos profissionais com os participantes.</p> Marisa Viegas Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 123 143 10.29073/jim.v3i2.583 Qualidade da Proteína dos Pescados mais consumidos no Estado do Rio de Janeiro/Brasil – uma estratégia para mitigar a Insegurança Alimentar e Nutricional https://revistas.ponteditora.org/index.php/jim/article/view/696 <p>A insegurança alimentar e nutricional (IAN), continua sendo prevalente tanto em países subdesenvolvidos como em desenvolvimento. A recente pandemia pela COVID-19, acarretou um cenário de desemprego, escassez da produção, distribuição e disponibilidade de alimentos no Brasil e no mundo, aumentando assim, o grupo de risco de IAN. O presente trabalho tem como objetivo, identificar os pescados mais consumidos no Estado do Rio de Janeiro e explorar dados de sua composição proteica que podem ser benéficos na prevenção da IAN. Foi realizada uma pesquisa transversal usando bases de dados secundários de órgãos Nacionais: Secretaria de Agricultura e Pesca (SAP) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .Após a obtenção dos pescados mais consumidos ,foram calculados os teores de proteína e de aminoácidos comumente mais limitantes nas dietas, e determinados: o escore químico&nbsp; de aminoácidos (EQ) , o escore químico de aminoácidos corrigido pela digestibilidade verdadeira (PDCAAS) e o nível de adequação nutricional para adultos. Os resultados revelaram que os pescados consumidos têm teor de proteína, semelhante à outras carnes, e é de alto valor biológico. Ao mesmo tempo, o aminograma das espécies marinhas revelou ser capaz de proporcionar elevada adequação nutricional às necessidades de adultos. Assim, esse trabalho destaca a relevância dos recursos marinhos para a saúde humana e sua utilização como estratégia para minimizar a insegurança alimentar e nutricional.</p> Nathana Ciniglia Carlos Caetano Ricardo Cardoso Lucia Vianna Direitos de Autor (c) 2022 JIM - Jornal de Investigação Médica https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-12-23 2022-12-23 3 2 145 155 10.29073/jim.v3i2.696