ÉTICA E VALORES MORAIS

Valores éticos e morais que norteiam a Revista de Estudos do Mar (REM)

A credibilidade e o sucesso de um periódico científico depende, em muito, do sistema de avaliação prévia, contribuindo decisivamente para a captação de bons autores e uma melhor qualidade do conhecimento a disseminar. No caso da REM, o procedimento de avaliação é assegurado pelo processo designado por arbitragem científica ou por revisão pelos pares. De forma a garantir a transparência deste processo e gerar uma relação de confiança entre os editores e os autores, a REM adota os seguintes princípios éticos e morais:

1. Justiça no tratamento e apreciação dos manuscritos

Exige-se aos revisores uma apreciação minuciosa de todos os manuscritos e livre de qualquer preconceito. O relatório deve evidenciar os aspetos que fundamentam a decisão, devendo no caso de parecer desfavorável à publicação do manuscrito, rejeição, realçar as debilidades do texto e sugerir formas de colmata-las em submissões futuras. É permitido ao(s) autor(es) recorrer(em) de um parecer desfavorável à publicação para o editor-chefe ou para o diretor, apresentando os argumentos. Para garantir a equidade e justiça, estão previstas auditorias internas aos relatórios dos revisores, independentemente da existência, ou não, de recursos. Neste âmbito, podem ser solicitados esclarecimentos adicionais aos revisores, mesmo em decisões favoráveis.

2. Liberdade de apreciação do conteúdo dos manuscritos

A REM tem um compromisso exclusivo com conhecimento, sendo independente da política e da economia. O estatuto editorial define apenas o escopo e campo de atuação da revista, mas a REM é uma publicação descomprometida e aberta a inovar relativamente a paradigmas científicos instituídos.

3. Competência e adequação dos revisores

Os revisores são escolhidos em função da formação académica, experiência e competência profissional, que demonstrem, no seu conjunto, aptidões para reverem os manuscritos submetidos. Não obstante uma seleção prévia dos revisores, estes podem sempre declinar o convite à avaliação do manuscrito, caso se sintam, por alguma razão, inabilitados a reverem o texto. 

4. Identificação dos revisores como factor de transparência no processo de revisão

Os autores podem, se assim entenderem, saber quem foram os revisores do seu trabalho. Na sequência, podem aferir a competência dos revisores e, uma eventual, existência de conflitos de interesse suscetíveis de condicionar a avaliação.

5. Revisão dentro dos prazos previamente estabelecidos

A REM procura cumprir escrupulosamente os prazos de publicação. Nesse sentido, procura obter dos seus revisores um compromisso com o cumprimento dos prazos de revisão. Anualmente, a REM analisa os prazos médios de revisão e, de futuro, pretende divulgar no próprio artigo o tempo de avaliação.

6. Emissão de pareceres construtivos

Na Revista REM adotamos uma política de crítica construtiva. Os revisores devem fornecer aos editores elementos para a decisão de aceitação ou rejeição dos manuscritos, deixando a decisão aos editores. As revisões devem contribuir para o aumento da qualidade das publicações, auxiliando a diferenciar qualitativamente a REM.