Percursos dialógicos: estudos do imaginário, literatura e cultura portuguesas
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Resumo
Este artigo examina configurações do imaginário na literatura portuguesa a partir de um corpus seletivo, organizado em torno de seis núcleos problemáticos: a água e a espera na lírica galego-portuguesa; o mar, a viagem e a crítica da glória em Os Lusíadas; a leitura providencial do tempo em História do futuro; a desmistificação oitocentista e moderna; a consciência social neorrealista; e as reescritas pós-imperiais, digitais e ecológicas da contemporaneidade. A metodologia, de natureza qualitativa, hermenêutica e histórico-literária, articula leitura textual localizada, contextualização crítica e discussão bibliográfica verificável. Em vez de procurar uma essência nacional contínua, sustenta-se que o imaginário português constitui um campo histórico de imagens em tensão, no qual permanências simbólicas, ruturas formais e disputas de memória se entrecruzam. O estudo demonstra que motivos como água, viagem, casa, voz, corpo e paisagem mudam de função segundo os regimes literários, políticos e materiais que os reinscrevem.
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