EU PREFERIA TER PERDIDO UM OLHO: A REPRESENTAÇÃO DO ESTUPRO, NA CRÔNICA DE PALOMA FRANCA AMORIM (2017)
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Resumo
O presente artigo investiga a representação do estupro, na crônica de Paloma Franca Amorim (2017), intitulada Eu preferia ter perdido um olho, publicada primariamente no Jornal O Liberal, do estado do Pará. A autora oferece um tecido linguístico sensível ao representar uma das violências mais recorrentes contra as mulheres ao rememorar dois desses episódios traumáticos pelos quais a própria autora viveu e entrelaça a uma notícia sobre o tema, que estava em voga na época. Ela escolhe a crônica como narrativa do problema social e histórico, transportando o discurso para esta dimensão que permeia a Literatura e o Jornalismo. O estudo toma por base as discussões de Nádia Battella Gotlib (1998), a respeito da literatura feita por mulheres no Brasil, entrelaçadas aos relatos coletados por Sohaila Abdulali (2019), que faz frente à cultura do estupro e culmina nas concepções de Monique Wittig (2019) a respeito do que é ser mulher em uma sociedade sexista.
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Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Referências
Abdulali, S. (2019). Do que estamos falando quando falamos de estupro (L. R. Gil, Trad.). Vestígio.
Amorim, P. F. (2017). Eu preferia ter perdido um olho. Alameda.
Buitoni, D. S. (1990). Imprensa Feminina (2.ª ed.). Ática.
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Dornellas, D. (2019). Por cima do mar. Patuá Editora.
Figueiredo, E. (2019). Violência e sexualidade em romances de autoria feminina. Revista Interdisciplinar, 32, 137–149. https://periodicos.ufs.br/interdisciplinar/article/view/12872/9705
Gotlib, N. B. (1998). A literatura feita por mulheres no Brasil. Centre for Brazilian Studies, University of Oxford. https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/6526603/mod_resource/content/1/A%20literatura%20feita%20por%20mulheres%20no%20Brasil_N%C3%A1dia%20Gotlib.pdf
Levy, T. S. (2021). Vista Chinesa. Todavia.
Wittig, M. (2019). Não se nasce mulher. In Pensamento feminista: conceitos fundamentais (pp. 83–92). Bazar do Tempo.