HISTÓRIA E MEMÓRIA EM UM DEFEITO DE COR: UMA LEITURA À CONTRAPELO DO COLONIALISMO NO BRASIL
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Resumo
O artigo apresentado propõe uma reflexão sobre o Brasil colônia a partir do olhar de Kehinde, protagonista do romance histórico Um defeito de cor, publicado em 2006 pela editora Record. Kehinde viveu até os oito anos de idade em Savalu, atual Benim, África, e, após uma chacina que matou quase toda a família junto da avó e da irmã, viaja de cidade em cidade da costa africana e acaba sendo capturada e jogada em um navio negreiro com destino ao Brasil. O texto irá discutir como a condição do sujeito diaspórico é capaz de denunciar os mecanismos de poder que subjugam as identidades e definem quem seria o “nós” e o “eles” na construção de uma narrativa nacional, além de desestabilizar um ideal de hegemonia e exclusão por ser esse “outro” que passa a integrar o espaço idealizado como “nosso”. O texto proposto evidencia a relevância da obra nas discussões sobre história, cultura e memória uma vez que possibilita uma revisão crítica do passado ao proporcionar a leitura da historiografia oficial por um outro viés.
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