Fero amor, coroa furtiva: Inês de Castro no épico camoniano
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Resumo
No ano em que se comemoram 500 anos de Luís Vaz de Camões, revisita-se o poema Os Lusíadas a fim de ler e contar uma vez mais e até ao fim do mundo a história que “aconteceu da mísera e mesquinha / que depois de morta foi Rainha”, consagrada no Canto III como a Linda Inês. Se em sua obra Camões convergia aos intentos do período moderno na elevação de nomes de heróis nacionais a fim de fazer vir à lume Portugal como um país cintilante na Europa, então D. Inês de Castro tem lugar de destaque em sua obra, não apenas por ser a razão do amor e da saudade de D. Pedro, mas por ser a figura mais emblemática na construção de uma identidade nacional portuguesa.
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