A Enron Corporation: Um caso de planeamento fiscal agressivo

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Ana Filipa Mourão
https://orcid.org/0009-0001-8352-914X
José de Campos Amorim
https://orcid.org/0000-0002-5597-086X

Resumo

O presente trabalho visa analisar o caso da Enron Corporatione o modo como esta empresa utiliza mecanismos de planeamento fiscal agressivo. O trabalho centra-se precisamente no modelo de planeamento fiscal utilizado pela Enron, com particular destaque para o uso de entidades com propósito específico (SPEs) e as jurisdições offshore que são aproveitadas para a ocultação de passivos e para a manipulação de lucros. Também se pretende demonstrar que a Enron explorou as discrepâncias entre a contabilidade financeira e a fiscalidade (Book-TaxDifferences), como meio de redução da Taxa Efetiva de Imposto (ETR), que foi suportada devido a falhas na governação da Enron e à falta de independência por parte da auditoria externa. Este escândalo da Enron deixa um legado para a história da fiscalidade, visto que foi o impulsionador de normas mais rigorosas, como a Lei Sarbanes-Oxley (SOX) e do reforço das medidas antiabuso da OCDE, nomeadamente as ações BEPS, que privilegia os princípios da transparência e da substância económica no combate ao abuso fiscal.

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Como Citar
Mourão, A. F., & de Campos Amorim, J. (2026). A Enron Corporation: Um caso de planeamento fiscal agressivo. Jornal Jurídico (J²), 9(1), 13–22. https://doi.org/10.29073/j2.v9i1.1133
Secção
Artigo
Biografias Autor

Ana Filipa Mourão, ISCAP

Mestranda em Contabilidade e Finanças, ISCAP.

José de Campos Amorim, ISCAP

Professor Coordenador, ISCAP.

Referências

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