A disponibilidade digital põe em causa os direitos humanos dos trabalhadores?

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Ana Lambelho
https://orcid.org/0000-0002-7707-6260

Resumo

No presente artigo fazemos uma reflexão perfunctória sobre os direitos humanos postos em causa pela disponibilidade digital permanente dos trabalhadores de modo a lançarmos as bases para uma reflexão futura acerca da existência de um direito humano à desconexão digital. Depois de analisarmos os direitos humanos potencialmente postos em causa pela “hiperconectividade” digital do trabalhador, passando em revista os principais instrumentos de direito internacional, concluímos que aquela prática põe em causa direitos humanos há muito consagrados como o direito ao descanso, à saúde e à conciliação das vidas familiar e profissional. O direito à desconexão, mesmo que encarado como um direito humano acessório ou instrumental, deve gozar da mesma proteção daqueles outros direitos humanos, cabendo aos Estados garantir a sua efetividade de modo a que os trabalhadores tenham o mesmo nível de proteção online e offline.

Downloads

Não há dados estatísticos.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
Lambelho, A. (2022). A disponibilidade digital põe em causa os direitos humanos dos trabalhadores?. Jornal Jurídico (J²), 5(2), 71–81. https://doi.org/10.29073/j2.v5i2.568
Secção
Artigo

Referências

Aguilera, R., Cristóbal, R. (2017, 28 março). Nuevas tecnologías y tiempo de trabajo: el derecho a la desconexión tecnológica. El futuro del trabajo que queremos. Conferencia Nacional Tripartita, Palacio de Zurbano, Madrid: Iniciativa del Centenario de la OIT (1919-2019), 2, 331-342.

Arrieta, F. (2019). La desconexión digital y el registro de la jornada diaria en España como mecanismos para garantizar el descanso, la salud y el bienestar de los trabajadores digitales a distancia. Lan harremanak - Revista de relaciones laborales, 42, 89-126. https://doi.org/10.1387/lan-harremanak.21286

EUROFOUND (2021). Right to disconnect: Exploring company practices, Publications Office of the European Union, Luxembourg.

EUROFOUND. (2020). Telework and ICT-based mobile work: Flexible working in the digital age, New forms of employment series, Publications Office of the European Union, Luxembourg.

EUROFOUND e International Labour Office. (2017). Working anytime, anywhere: The effects on the world of work, Publications Office of the European Union, Luxembourg, and the International Labour Office, Geneva. https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---dgreports/---dcomm/---publ/documents/publication/wcms_544138.pdf

Graveling, R., et al. (2020). The mental health of workers in the digital era. How recent technical innovation and its pace affects the mental well-being of workers, Policy Department for Economic, Scientific and Quality of Life Policies. https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/BRIE/2020/642368/IPOL_BRI(2020)642368_EN.pdf

Instituto Nacional De Estatística (2019). Organização do trabalho e do tempo de trabalho. Módulo ad hoc do Inquérito ao Emprego - 2º trimestre de 2019.

Lodovici, M., et al. (2021). The impact of teleworking and digital work on workers and society. Special focus on surveillance and monitoring, as well as on mental health of workers, Publication for the committee on Employment and Social Affairs, Policy Department for Economic, Scientific and Quality of Life Policies, European Parliament, Luxembourg. https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2021/662904/IPOL_STU(2021)662904_EN.pdf

Lozano Lares, F. (2020). Tiempo de trabajo y derechos digitales. El nuevo escenario en materia de tiempo de trabajo: XXXVIII Jornadas Universitarias Andaluzas de Derecho del Trabajo y Relaciones Laborales, Santiago González Ortega (coord.), 289-326. https://www.juntadeandalucia.es/empleo/carl/portal/web/guest/formacion/38-jornadas-universitarias

Martín, M.R. (2020). Tiempo de trabajo y desconexión digital. El nuevo escenario en materia de tiempo de trabajo: XXXVIII Jornadas Universitarias Andaluzas de Derecho del Trabajo y Relaciones Laborales, Santiago González Ortega (coord.), 329-354, https://www.juntadeandalucia.es/empleo/carl/portal/web/guest/formacion/38-jornadas-universitarias

Mccully, J. (2018). The “right to disconnect”: to what extent will we need a right to unplug from our digital lives?. DFF – Digital Freedom Fund. https://digitalfreedomfund.org/the-right-to-disconnect-to-what-extent-will-we-need-a-right-to-unplug-from-our-digital-lives/

Molina, C. (2017). El tiempo de los derechos en un mundo digital: ¿existe un nuevo “derecho humano a la desconexión de los trabajadores fuera de jornada?. Revista de la Facultad de Derecho de México, Tomo LXVII, 269.

Moreira, T. & Dray, G. (2022). Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Lisboa.

Roquelaure, Y. (2021). New forms of work in the digital era: implications for psychosocial risks and musculoskeletal disorders, European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA). https://osha.europa.eu/en/publications/digitalisation-work-psychosocial-risk-factors-and-work-related-musculoskeletal

Sanguineti Raymond, W. (2021). ¿Derecho a la desconexión o deber de reconexión digital?. Trabajo y Derecho, 78. https://wilfredosanguineti.files.wordpress.com/2021/06/w-sanguineti-derecho-a-la-desconexion-y-deber-de-reconexion-digital-td-78.pdf