Extensão Universitária E Produção Do Conhecimento Em Ciências Humanas No Contexto Da Pandemia De Covid19 No Brasil
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Resumo
A crise sanitária instalada pela pandemia de COVID19 afetou de modo particularmente intenso o Brasil, fruto de uma aliança entre interesses políticos e interesses econômicos que resulta no ataque simultâneo à ciência e aos direitos humanos. As universidades brasileiras estão paradoxalmente no centro desse cenário: por um lado, recebem do ordenamento jurídico a missão de atuar na produção de conhecimento científico e no desenvolvimento da sociedade; por outro lado, são alvos no negacionismo neoliberal que se concretiza através da redução de investimentos e afeta, principalmente, as condições materiais de existência das Ciências Humanas. Nesse cenário, trazemos para debate o papel que a extensão universitária em Ciências Humanas desempenha ao colocar a Universidade no centro da resistência frente às violações aos direitos humanos intensificadas pela pandemia. Apresentamos exemplos concretos no campo das políticas linguísticas, mostrando ações extensionistas voltadas à efetivação de direitos humanos linguísticos (SKUTNABB-KANGAS; PHILLIPSON, 1994) de migrantes no contexto da pandemia. Comprometemo-nos com uma abordagem crítica dos direitos humanos (HERRERA FLORES, 2009) que permita suspender a transparência das normas jurídicas de direitos humanos (ORLANDI, 2008; MASCARO, 2002; 2017) e refletir sobre o lugar da extensão em Ciências Humanas, especificamente em políticas linguísticas, na “Universidade no século XXI” (SANTOS, 2011).
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