Pensão de alimentos após a maioridade: Regime jurídico e desafios de aplicação

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Marco Miguel Pereira Rodrigues

Resumo

A pensão de alimentos tornou-se uma obrigação do progenitor que não fica com a guarda do descendente desde o ano de 1966 (Decreto-lei n.º 47344/66, de 25 de novembro), onde ficou estabelecido que a este é devida comparticipação do sustento, estando englobada a alimentação, despesas de saúde e educação - via de regra em percentagem idêntica ao progenitor a quem ficou atribuída a guarda do descendente.                Este mecanismo essencial de proteção dos descendentes, assume a necessidade de serem asseguradas as necessidades básicas.


A responsabilidade legal constitui um mecanismo essencial de proteção dos filhos no ordenamento jurídico português, assegurando a satisfação das suas necessidades básicas mesmo após a dissolução das relações parentais.


A Lei n.º 122/2015, de 01 de setembro, veio alterar significativamente este regime, permitindo a extensão da obrigação até aos 25 anos, desde que o beneficiário se encontre em processo de formação académica ou profissional.


O nosso contributo tem por objetivo analisar a doutrina e a jurisprudência nesta matéria, com especial atenção às dificuldades em verificar as condições para a manutenção dessa obrigatoriedade, por força ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), nomeadamente o acesso à informação académica do descendente maior.


As abordagens, que pretendemos, assumem uma vertente crítica da legislação, não descurando a efetiva necessidade de manutenção da pensão mas, sem prescindir, das fragilidades do regime vigente.

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Como Citar
Pereira Rodrigues, M. M. (2026). Pensão de alimentos após a maioridade: Regime jurídico e desafios de aplicação. Jornal Jurídico (J²), 8(2), 03–09. https://doi.org/10.29073/j2.v8i2.1115
Secção
Artigo
Biografia Autor

Marco Miguel Pereira Rodrigues, ISVOUGA

Professor Adjunto no ISVOUGA (Portugal); Doutorando em Direito, Universidade de Santiago de Compostela (Espanha)

Referências

Varela, J. A. (1999). Direito da família (1º vol., 5.ª ed., revista, atualizada e aumentada). Livraria Petrony.

Varela, J. A., Lima, P., & Costa, M. H. M. (1987). Código civil anotado (Vol. V). Coimbra Editora.

Sottomayor, M. C. (2005). Regulação do exercício do poder paternal nos casos de divórcio (4ª ed., revista, aumentada e atualizada de 2002). Almedina.

Marques, J. P. R. (2007). Algumas notas sobre alimentos (devidos a menores) «versus» o dever de assistência dos pais para com os filhos (2.ª ed.). Coimbra Editora.

Magalhães, G. O. (2018). A tutela (jurisdicional) do direito a alimentos dos filhos maiores que ainda não concluíram a sua formação profissional. Revista Julgar.

Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, Processo n.º 2351/06.1TBFIG-F.C1, Relator Luís Cravo, 22 de junho de 2021.