Quimerismo hematopoiético e direito: Os desafios jurídicos do transplante de medula óssea na era genómica

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Vítor Ruivo
https://orcid.org/0009-0008-5630-5248

Resumo

O transplante de medula óssea alogénico é hoje um procedimento clínico consolidado, responsável pela cura de leucemias, linfomas e outras patologias hematológicas que, até há poucas décadas, eram fatalmente incuráveis. O direito, contudo, tem acompanhado este progresso com manifesta displicência. A substituição, total ou parcial, do perfil genético do recetor pelo do dador, fenómeno a que a medicina dá o nome de quimerismo hematopoiético, abala um pressuposto em que o direito tem assentado acriticamente: a unicidade e a estabilidade do ADN como marcador infalível da identidade individual. Quando esse pressuposto falha, falham com ele as respostas jurídicas que sobre ele foram construídas. O presente estudo propõe-se identificar essas falhas, analisar as suas consequências concretas no plano da prova penal, do direito da identidade e da proteção de dados genéticos, e formular propostas de intervenção normativa que o legislador português não pode continuar a protelar.

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Como Citar
Ruivo, V. (2026). Quimerismo hematopoiético e direito: Os desafios jurídicos do transplante de medula óssea na era genómica. Jornal Jurídico (J²), 8(2), 52–61. https://doi.org/10.29073/j2.v8i2.1127
Secção
Artigo
Biografia Autor

Vítor Ruivo, ESTG-IPP

Mestre em Práticas Jurídico-Digitais, ESTG-IPP

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